ULTIMO TANTO EM PARIS - O FILME cinema
Último Tango em
Paris (Italinao: Último Tango a Parigi; francês:
Le Dernier Tango à Paris)
é um drama erótico franco-italiano de 1972 dirigido por Bernardo
Bertolucci e estrelado por Marlon Brando e
a então desconhecida Maria Schneider.
Considerado uma Obra prima cinematográfica
e
um sucesso de bilheteria mundial, a violência sexual e o caos emocional do
filme levaram a uma grande polêmica internacional sobre ele, que provocou
vários níveis de censura governamental ao redor do mundo.
Produção
A trilha sonora famosa de Gato Barbieri.
A ideia do filme veio das fantasias eróticas de Bertolucci,
que certa vez viu uma bela mulher desconhecida na rua e imaginou em ter
relações sexuais com ela sem nem saber quem era.
O roteiro foi escrito por ele, Fanco Arcalli e Agnes Varda,
que cuidou dos diálogos adicionais. A fotografia foi
entregue ao premiado Vittorio Storaro.
Bertolucci havia considerado Jean-Louis Trintignant e Dominique Sanda para
os papéis principais, mas Trintignant acabou recusando o roteiro e quando
Brando o aceitou, Sanda estava grávida e não pode mais fazer o filme.
A trilha sonora jazzística, que se tornou famosa, é do compositor e
arranjador argentino Gato Barbieri, transformado em estrela internacional da
música após o sucesso do filme.
Assim como em filmes anteriores, Marlon Brando recusou-se a decorar suas
falas em várias cenas. Ao invés disso, ele escrevia as falas em cartazes
espalhados pelo set de filmagem e deixava o problema de não enquadrá-los na
câmera para Bertolucci e Storaro.
Durante o monólogo sobre
a morte de sua mulher, por exemplo, sua dramática expressão levantando os olhos
enquanto falava, não é um recurso de interpretação, mas uma procura pelo
próximo cartaz.
Ele
chegou a pedir a Bertolucci para escrever algumas falas nas costas de
Schneider, o que o diretor recusou.
Durante as entrevistas de publicidade para o lançamento do filme,
Bertolucci declarou que 'Maria tinha desenvolvido uma fixação edipiana em Brando'.
Na mesma ocasião, ela declarou que 'Brando lhe tinha enviado flores e se
comportado como um pai durante as filmagens', mas
negou a afirmação anos depois, dizendo que "Brando tentou uma relação paternalista comigo, mas o que houve não era
exatamente uma relação entre pai e filha."
Mais tarde, Schneider deu outras declarações sobre humilhação sexual
durante as filmagens:
Maria depois declararia que fazer o filme foi 'o único arrependimento de
sua vida', que
ele 'havia arruinado sua carreira' e que considerava Bernardo Bertolucci um
'gangster e um cafetão'.
Assim como Schneider, Brando depois declarou
sentir-se violado e humilhado pelo filme e disse a Bertolucci que 'se sentia
completamente e interiormente violado por ele e que jamais faria outro filme
como aquele'.
Sinopse
A ilustração descreve uma cena do filme em sua
iluminação, direção de arte e posição dos atores.
Paul (Brando), um americano de meia-idade em Paris, em luto pela
morte da mulher recém acontecida, encontra-se num apartamento anunciado
para aluguel com uma jovem parisiense de espírito livre, Jeannie
(Schneider), que os dois estavam interessados em alugar.
Sem se conhecerem, começam a ter relações sexuais no local e Paul exige
que eles não troquem qualquer tipo de informação um do outro, nem seus nomes.
Paul aluga o apartamento e o casal continua a encontrar-se ali até o dia
em que Jeannie vai ao apartamento para mais um encontro e vê que Paul
desapareceu, levando suas malas. Mais tarde, ele a encontra na rua e a leva a
uma casa de tangos, onde diz que pretende iniciar nova relação com ela,
conhecendo-se melhor, e começa a contar-lhe sua vida. Jeannie se desilude com a
perda do anonimato e rompe o relacionamento. Sem querer perdê-la, Paul a segue
até o apartamento onde ela morava com a mãe, onde a relação termina em
tragédia.
Elenco
·
Marlon Brando... Paul
·
Maria Schneider... Jeanne
·
Jean-Pierre Léaud… Tom
·
Massimo Girotti... Marcel
Repercussão internacional
A famosa cena em que Paul (Brando) sodomiza Jeannie
(Schneider) com ajuda de manteiga, causou escândalo, polêmica e censura mundial
ao filme.
Último Tango em Paris estreou nos Estados Unidos diante de uma
enorme controvérsia. O frenesi da imprensa em torno dele gerou enorme interesse
do público assim como grande condenação moral, levando a reportagens de capa
nas duas maiores revistas semanais do país, TIME - que colocou Brando na
capa -
e Newsweek.
O Village Voice descreveu
passeatas de comitês de moralidade na porta de cinemas e 'mulheres bem vestidas
vomitando'.
Vincent Canby, crítico do The New York
Times, descreveu o contexto sexual do filme como 'a expressão artística da era
de Norman Mailer.
O
principal centro do escândalo provocado, são as cenas de penetração anal, onde
'Paul' sodomiza 'Jeannie' usando manteiga como lubrificante e
quando ele pede a ela que enfie os dedos em seu ânus ou prometa fazer sexo
com um porco, provando sua devoção
a ele.
A prestigiada crítica Pauline Kael, da revista The New Yorker, deu
ao filme um dos mais entusiáticos endossos de sua carreira profissional,
considerando que ele tinha 'mudado a face de uma forma de arte, um filme que as
pessoas esperam por ele há muito, muito tempo, desde que filmes existem'.
Seu elogio, vindo de alguém tão comedida
neles e com tanto prestígio na indústria, foi republicado pela United
Artists num anúncio do filme em página dupla na edição
dominical do New York Times.
Ele é considerado, inclusive, como a mais influente crítica de sua carreira.
O diretor Robert Altman assistiu
ao filme e declarou que saiu da sala de projeção e disse a si próprio,
"Quem vai se preocupar se eu fizer um novo filme?
Minha vida pessoal e artística nunca mais será a mesma". Brando
e Bertolucci foram ambos indicados ao Oscar como melhor ator e melhor
diretor.
Na França, onde o Le
Journal du Dimanche o chamou de um dos maiores filmes da história, o
público enfrentava filas de duas horas nas ruas durante seu primeiro mês de
exibição em sete cinemas de Paris.
Na Grã-Bretanha, os censores diminuíram a duração da cena de
sodomia para permitir que ele estreasse no país, enquanto políticos
conservadores lamentavam a decisão como 'uma licença para a degradação'.
Na Itália, o filme foi lançado apenas em dezembro de 1975, mas uma
semana depois a polícia confiscou todas as cópias por ordem da Justiça e
Bernardo Bertolucci foi processado por obscenidade.
Após vários apelos em diversas
instâncias, a Suprema Corte Italiana selou
o destino do filme na Itália, ordenando que todas as cópias fossem destruídas.
Bertolucci foi condenado a quatro meses de prisão, sentença suspensa, e teve
seus direitos civis e políticos cassados por cinco anos.
Apenas em 1987, quinze anos após seu
lançamento original, com a entrada em vigor de uma nova lei de costumes, Tango pôde finalmente ser
exibido integralmente na Itália.
No Brasil, por causa da censura militar, o
filme só foi liberado em 1979.
A exibição na Rede Bandeirantes em 28/11/1985, na cidade de São Paulo,
sofreu a censura por determinação judicial.
No restante do Brasil o filme foi exibido sem cortes.
No Chile de Augusto Pinochet, passou trinta anos proibido.
Nota do divulgador:- Quem assistiu o filme acabou experimentando se a manteiga realmente é um bom lubrificante!!!! Se virasse moda hoje em dia não haveria mais manteiga tão barata... com certeza!!!
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