O FEMINISMO SURGIU COM IBSEN??? ARTIGO LITERATURA & TEATRO
CASA
DE BONECAS
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Casa de bonecas |
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Casa de Bonecas |
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Et Dukkehjem |
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Autor(es) |
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Idioma |
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País |
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Gênero |
teatro |
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Localização espacial |
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Editora |
Copenhage: Gyldendalske Boghandels Forlag |
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Lançamento |
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Edição portuguesa |
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Tradução |
Emília de Araújo Pereira |
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Editora |
Editora Guimarães (Coleção Horas de Leitura) |
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Lançamento |
1916 |
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Edição brasileira |
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Tradução |
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Editora |
Editora
Cultura (Série Clássica de Cultura: Os Mestres do Pensamento,
25). |
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Lançamento |
1942 |
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Cronologia |
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Casa de Bonecas (no original em norueguês: Et Dukkehjem) é uma peça teatral do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen de 1879.
Começou a ser escrita em 1878 e foi concluída em 1879, sendo representada pela
primeira vez no “Det Kongelige Teater” ,
em Copenhage. No período de 2 meses, a peça foi
encenada nos principais teatros escandinavos, provocando muitas polêmicas,
mediante o teor, que denunciava a exclusão das mulheres na sociedade burguesa .
Com essa peça, Ibsen passa a ter destaque dentro e fora da Escandinávia.
Personagens
·
Torvald
Helmer, gerente de banco.
·
Nora
Helmer, sua esposa.
·
Senhora
Linde.
·
Doutor
Rank, medico.
·
Nils
Krogstad, advogado.
·
Ivar,
Bob e Emmy, filhos dos Helmer.
·
Anna-Maria,
babá das crianças.
·
Helena,
criada dos Helmer.
·
Um
entregador.
Enredo
Ato I
O
livro apresenta um perfil do relacionamento entre Nora e o marido, Helmer. É
época de Natal e Nora chega com uma árvore, com cuidado para que as crianças
não a vejam antes de ser enfeitada. O marido conversa com ela, de forma
paternal, chamando a atenção para os seus gastos exagerados, mas ao mesmo tempo
mimando-a.
Costuma
chamá-la carinhosamente de “cotovia”, “esquilo”, “minha menininha”, de forma a
tratá-la como criança travessa, ao que ela aceita e age de forma infantil e sem
maiores responsabilidades, preocupada apenas em satisfazer pequenos prazeres do
dia a dia, como comprar presentes e preparar a festa de Natal.
Nora pergunta ao marido se já convidou Dr Rank
para a festa, ele relata que sim, fala do vinho que comprou para a noite e
lembra da festa do ano anterior.
Repentinamente,
a criada Helena anuncia a chegada de uma mulher e do Dr. Rank,
concomitantemente, e enquanto Helmer recebe Rank no escritório, Nora recebe a
mulher, que inicialmente não reconhece e que depois constata ser a Sra.
Cristina Linde, sua antiga colega de escola. Nora se desculpa por não ter lhe
escrito quando da morte do marido, há três anos, e se apieda por Cristina ter
ficado completamente só, sem filhos e sem bens.
Relata
estar muito feliz, pois Helmer foi nomeado, há poucos dias, diretor do Banco de
Investimentos, e assumirá o posto no próximo ano, o que trará estabilidade à
família, e não precisarão mais fazer economia. Nora relata para a amiga que
ajudou a família fazendo pequenos trabalhos artesanais, e que Helmer adoecera,
obrigando-os a passar um ano na Itália, em tratamento, com o dinheiro do pai
dela.
Cristina,
por sua vez, relata que casara porque sua mãe estava doente e ela precisara
sustentar os irmãos. Apesar disso, quando o marido morreu, precisou fazer
diversos trabalhos, até que agora, com a morte da mãe e a independência dos
irmãos, voltara em busca de um emprego estável, e acreditava que Helmer pudesse
ajudá-la. Nora se prontificou a falar com o marido sobre o assunto.
Cristina
insinua que Nora não conhece o “lado feio da vida”, que é uma “criança grande”,
e Nora contesta, confidenciando-lhe que fora ela que salvara a vida do marido.
Na verdade, todos pensavam que fora seu pai que os ajudara na viagem à Itália,
e mediante o fato de logo ele ter logo falecido, continuaram a pensar assim,
mas fora ela, Nora, quem conseguira o dinheiro, através de um empréstimo que
ainda pagava com pequenos sacrifícios e economias, sem seu marido saber.
A
campainha toca novamente, e a criada anuncia o Sr. Krogstad, que quer falar com
Helmer sobre seu cargo no banco, já que Helmer será seu patrão. Cristina o
reconhece, dizendo que ele se dedica a “negócios de toda espécie”. Dr. Rank
entra na sala, vindo do escritório, e é apresentado à Sra. Linde. Rank comenta
sobre Krogstad, que agora se encontra no escritório de Helmer, e comenta sobre
a falta e caráter dele. Quando Helmer sai do escritório, é apresentado a
Cristina e, para satisfação de Nora, promete lhe conseguir algum emprego.
Helmer, Dr. Rank e Cristina saem, e na saída, encontram-se com os três filhos
do casal, que chegam com a governanta Ana Maria.
Nora
fica a sós com os filhos e, repentinamente, Krogstad entra pela porta
entreaberta, para lhe falar. Falam a sós e Krogstad pede que Nora interfira por
ele com o marido, mantendo-o num bom cargo no banco, e quando Nora recusa, ele
a ameaça de contar ao marido sobre o empréstimo que ele lhe fez.
Nora
acredita que o emprétimo está quase pago, porém Krogstad esclarece que ela não
prestou atenção às condições do contrato de empréstimo. Ela assinara as
promissórias, e seu pai assinara com avalista, porém a data que estava em
branco fora datada três dias após o pai de Nora haver morrido, além de a
assinatura e a letra não serem a do falecido. Nora admite ter ela mesma
assinado o documento, e não o pai, pois ele estava doente.
Krogstad
ameaça levar o documento à Justiça, para prejudicar Nora e o marido, e sai.
Nora fica preocupada, mas começa a arrumar a árvore de Natal, quando Helmer
chega e pergunta se Krogstad lhe pedira para interceder por ele; Nora nega e
disfarça, envolta com os arranjos de Natal. Helmer relata que Krogstad
falsificou uma assinatura, e comenta da baixeza desse ato, em especial perante
o mau exemplo para os filhos; depois pede que Nora não interceda por Krogstad.
Nora fica perplexa e assustada, com a possibilidade de o marido não a perdoar
mais.
Ato II
No
mesmo cenário, ao lado da árvore de Natal, Nora está preocupada. A governanta a
ajuda com a caixa de fantasia, e Nora lhe pergunta sobre a filha, que se criou
longe de Ana Maria, pelo fato de essa precisar trabalhar. Ana Maria sai e Nora
fica imersa em preocupações.
Cristina
entra, e Nora lhe fala sobre a festa de fantasias a que ela e o marido vão
comparecer à noite, no apartamento dos vizinhos do andar de cima. Enquanto
costuram, Cristina lhe pergunta sobre o Dr. Rank, achando-o deprimido, e
insinuando que ele seja um admirador que emprestou a Nora o dinheiro para o
tratamento do marido.
Nora
nega, revela que Dr. Rank está doente, mas aventa a possibilidade de lhe pedir
ajuda. Cristina percebe que ela está lhe escondendo alguma coisa, mas Helmer
chega e Cristina se recolhe para o quarto das crianças. Nora pede delicadamente
a Helmer que conserve o emprego de Krogstad no banco, mas ele recusa, pois esse
será o emprego de Cristina.
Nora
tenta convencê-lo, mas Helmer está firme e apresenta outras razões para
demiti-lo, mandando Helena levar um recado escrito para Krogstad, a sua
demissão. Nora fica desesperada, e quando marido sai para o escritório Dr. Rank
chega.
Dr.
Rank se mostra pessimista com a própria saúde, e pede que Helmer não esteja à
sua cabeceira quando falecer. Nora o consola, mostra-lhe trivialidades de sua
fantasia, e Dr. Rank se mostra grato por frequentar a casa.
Nora se sente à vontade com a amizade dele e
se acha movida a lhe pedir ajuda, quando Rank confessa-lhe o seu amor,
deixando-a embaraçada e sem coragem de lhe pedir um favor. Enquanto conversam,
a criada Helena lhe traz um cartão, que Nora olha e guarda no bolso,
desculpando-se com Rank e saindo. Krogstad a aguarda na cozinha.
Krogstad
relata ter recebido a carta de demissão; Nora diz que nada pôde fazer, e ele
relata ter em seu bolso uma carta para Helmer, contando tudo, e pede que ela o
ajude, não em dinheiro, mas em reabilitação, influenciando Helmer e conseguindo-lhe
um emprego mais elevado no banco.
Nora
não aceita e ele a ameaça, dizendo que sua reputação depende dele, depois sai e
Nora o ouve colocando a carta na caixa do correio. Quando Cristina chega, Nora
lhe mostra a carta na caixa, e diz ser de Krogstad, e conta a ela o que
aconteceu. Mediante o desespero de Nora, Cristina pretende ir atrás de
Krogstad, e sai.
Nora
vai até o escritório, abre a porta e conversa com Helmer e Rank, tentando
distrair o marido antes que ele vá até a caixa de correio. Tenta distraí-lo com
o ensaio de dança, e pede que não abra a correspondência até depois da festa.
Cristina volta; a criada os chama para o jantar. Cristina segreda a Nora que
Krogstad saiu da cidade, e que ela lhe deixou um bilhete. Nora lhe diz que não
está mais preocupada, pois ocorrerá um milagre e se prepara para o jantar.
Ato III
O
terceiro ato ocorre na própria sala anterior. A Sra Linde está sentada, lendo,
e Krogstad entra pelo vestíbulo, relatando ter recebido seu bilhete; Cristina
está só, pois o casal foi no baile a fantasias, no andar de cima. Os dois
revelam um relacionamento anterior, e Krogstad lhe cobra o fato de ela o ter
abandonado, ao que Cristina se desculpa pois na época tinha mãe doente e irmãos
para criar, e não podia esperar pelos projetos dele, que pareciam muito
distantes e assim se casou com outro.
Cristina
e Krogstad revelam que perceberam que ela ocuparia o lugar dele no banco. Ela
sugere que fiquem juntos novamente, pois ela se sente sozinha, e ele aceita,
alegremente. Krogstad pensa em voltar atrás em sua atitude com os Helmer, e
decide pedir a carta de volta. Cristina o dissuade pois relata ter visto muitas
coisas naquela casa, sugerindo que seria melhor Helmer saber de tudo.
Krogstad
diz que ainda precisa fazer uma coisa e que vai esperá-la, lá fora. Cristina
fica feliz, por ter novamente alguém para cuidar. Nora e Helmer chegam do
baile, e Cristina diz ter esperado para ver Nora fantasiada. Helmer elogia a
esposa que dançou durante a festa, e sai para o quarto.
Nora
conversa com Cristina, perguntando se falou com Krogstad, e essa revela que
Krogstad nada vai fazer, mas que o marido precisa saber de tudo; Nora nega.
Helmer volta, e Cristina se despede e sai. Helmer e Nora ficam sós, e ele lhe
fala de seu carinho, quando Rank chega. Conversam sobre generalidades da festa
a fantasia, Rank pede um charuto e depois sai.
Helmer
vai até o escritório para olhar as cartas, e percebe que alguém mexeu na
fechadura, tentando abri-la com um grampo. Helmer pega as cartas, Nora fica
apavorada, mas Helmer encontra dois cartões de Rank, um encimado por uma cruz
preta, e o casal percebe que o médico estava anunciando sua própria morte.
Helmer
se entristece com a perda do amigo e se fecha no escritório para ler as cartas,
enquanto Nora se desespera, acreditando que o perderá, e aos filhos, para
sempre. Repentinamente, Helmer abre sua porta, com uma carta nas mãos,
mostrando-se incrédulo com o seu conteúdo.
Nora diz que fez tudo por amá-lo, mas ele se
ressente, acusando-a da falta de princípios que ela herdara do pai, julgando-a
e preocupando-se com o fato de tal situação se tornar pública, expondo-os e
tornando-o também suspeito. Proíbe-a de educar os filhos, e preocupa-se apenas
com a manutenção das aparências.
Repentinamente,
recebem uma carta de Krogstad, que devolve a promissória, e Helmer percebe que
estão salvos e a rasga. Helmer se alegra, considera tudo resolvido e a perdoa,
mas Nora se mantém fria, apesar da atitude de arrependimento dele. Ela
agradece, tira a sua fantasia, enquanto ele discorre sobre sua própria
benevolência em perdoá-la, em protegê-la e salvá-la.
Nora
o convida para conversarem, e diz nunca o ter compreendido, até aquela noite. É
a primeira conversa séria, de homem e mulher, que eles têm. Nora compara o
comportamento dele com o de seu pai, pois ambos a tratavam como uma criança a
ser protegida e cuidada, ambos brincavam com ela como se brincassem com uma
boneca, evitando que ela participasse dos problemas e das decisões, transformando-a
em filha-boneca e mulher-boneca.
Nora
reconhece não estar preparada para educar seus filhos, e confessa que vai
embora, pois apenas sozinha poderá compreender a si mesma e ao mundo, e
confessa não mais amar o marido. Devolve-lhe sua aliança, e diz que só voltará
se acontecer o maior de todos os milagres: os dois se modificarem a ponto de
fazer do casamento uma verdadeira vida em comum. Nora sai e Helmer fica só.
Características
É
um drama em três atos, em que Ibsen questiona as convenções sociais do
casamento. A tragédia retrata
a hipocrisia e convencionalismos da
sociedade do final do século XIX.
Na
época, mediante as tentativas de emancipação feminina,
foi uma peça revolucionária, com grande repercussão entre feministas, a Europa inteira a discutiu. Houve censuras violentas lançadas contra a
personagem principal, Nora, pois a época não perdoou seu abandono da casa e dos
filhos.
Com
essa peça, os críticos acreditam que Ibsen abriu caminho para a tragédia, pois
foi a primeira solução trágica do autor: Nora abandona marido e filhos em busca
da liberdade pessoal.
Versão alternativa
Ao
receber de seu tradutor alemão Wilhelm Lange, de Berlim, uma comunicação em que havia o temor
de que a peça fosse encenada com outros finais, por preferência de grande parte
dos teatros alemães, Ibsen resolveu
ele mesmo fazer um final alternativo para Nora, para ser usado se necessário.
Nessa
versão, Nora não sai de casa. Ibsen observa, porém, que tal versão é totalmente
contrária a sua vontade, e espera que não seja realmente usada, mas a faz mesmo
assim, optando cometer ele próprio essa violência contra a peça, por temer que
ela seja alterada inabilmente por outrem. Ele escreve ao jornal dinamarquês “Nationaltidende”, em 17 de
fevereiro de 1880, revelando tal acontecimento.
Em
6 de fevereiro de 1880, a versão alternativa estreia em Flensburg, Alemanha,
encenada pelo diretor de teatro Glotz, e os papéis de Nora Helmer e Torvald
foram interpretados por Helene Schneider e Fritz Schönemann.
A
encenação recebeu boas críticas na imprensa local e foi encenada, nessa versão,
em grandes cidades alemãs com a atriz Hedwig Niemann-Raabe como Nora, em
Hamburgo, Hannover, Dresden e Berlim, mas não foi um sucesso; no
Residenztheater, em Berlim houve protestos e manifestações contra a distorção
da peça, até que foi decidido usar a versão original. Fora da Alemanha “Casa de
Bonecas” com final alternativo foi encenada apenas em uma vez, no Swedish
Riksteatern Swedish, em 1956 .
Histórico
Ibsen
iniciou com o seu trabalho em “Casa de Bonecas” em 1878, e conhecia o que se
chamou “caso Laura Kieler”, e isso influenciou a sua peça. Laura Smith Petersen
— cujo nome de casada posteriormente seria Kieler — teve um romance publicado
em 1869, cujo título era “Brand`s Daughters: a Picture of Life”, e que era uma
espécie de seqüência de Brand, de Ibsen. No ano
seguinte, ela conheceu Ibsen e os dois se tornaram amigos; ela o visitou em
Dresden em 1871, e cinco anos mais tarde - com seu marido Victor Kieler - em
Munique.
Em
1876, Victor Kieler teve tuberculose e seu médico o aconselhou a uma estadia em
um clima mais ao sul. Sem o conhecimento de seu marido, Laura Kieler pediu
dinheiro emprestado para financiar o tratamento, mas aos poucos começou a ter
problemas com seus credores pois, como Nora, ela cometera a falsificação, a fim
de conseguir o dinheiro.
O
caso terminou em tragédia quando a falsificação foi descoberta, o marido pediu
o divórcio, seus filhos foram tirados dela, e a pressão exercida sobre ela a
levou a ser internada em um hospital mental por um tempo. Ibsen sabia de tudo
isso quando estava trabalhando em “Casa de Bonecas” .
O
manuscrito final da peça foi enviado para Frederik Hegel, de Amalfi, em 06 de outubro
de 1879.
Publicação
A
primeira edição de “Casa de Bonecas” saiu em 4 de dezembro de 1879,
pela Gyldendalske Boghandels Forlag (F. Hegel & Filho), em Copenhague, e era composta por 8000
exemplares, a maior edição até então das obras de Ibsen.
O
livro foi um sucesso, e a primeira edição foi esgotada em menos de um mês. A
nova emissão de 4000 exemplares saiu em 4 de janeiro de 1880 e um terço das
2500 cópias em 8 de março do mesmo ano.
A
peça se tornou o objeto de intenso debate, e foi o primeiro sucesso
internacional de Ibsen, através da qual ele entrou na esfera da literatura
mundial.
Estreia teatral
A
primeira apresentação de “A Casa de Bonecas” aconteceu no Det Kongelige (Royal)
Teater, em Copenhage, a 21 de dezembro de 1879. Nora e Torvald foram
interpretados por Betty Hennings e Emil Poulsen, e o diretor foi H. P. Holst .
A
peça foi encenada em todos os principais teatros nos países escandinavos: em 08
de janeiro em Dramaten, Estocolmo; 20 de janeiro no Christiania Theater; 30 de
janeiro no Den Nationale Scene, em Bergen; 25 de fevereiro na Finlândia. Na
Alemanha houve produções em vários teatros durante o ano de 1880.
Filmes
·
A doll’s House — filme estadunidense mudo de 1911, curta-metragem, estrelado por William Russell
·
A Doll’s House — filme estadunidense mudo de 1917,
sob direção de Joseph de Grasse, com Lon Chaney e Dorothy Phyllips
·
A Doll’s House — filme estadunidense mudo de 1918,
sob direção de Maurice Tourneur
·
A Doll’s House — filme estadunidense mudo de 1922,
sob direção de Charles Bryant e estrela do por Alan Hale e Alla Nazimova
·
Casa de muñecas — filme argentino de 1943, sob direção de Ernesto
Arancibia
·
Casa de muñecas — filme mexicano de 1954, sob direção de Alfredo
B. Crevenna
·
Ett Dockhem —
filme sueco de 1958, feito para TV, sob direção
de Åke Falck
·
Ett
Dockhem — filme sueco de 1970, feito para TV, sob direção e adaptação de Per
Sjöstram
·
A Doll’s House — filme estadunidense de 1973, sob
direção de Joseph Losey,
estrelaod por Jane Fonda, Edward Fox, Trevor Howard
·
A Doll’s House — filme inglês de 1973, sob direção de Patrick
Garland, estrelad o por Claire Bloom, Anthony Hopkins, Ralph Richardson, Denholm Elliott, Edith Evans
·
A Doll’s House — filme inglês feito de 1992, para
TV, sob direção de David Thacker
·
Et Dukkehjem -
filme dinamarquês de 2002, feito para TV, sob
direção de Peter Reichhardt
Traduções em língua
portuguesa
·
E.
Nascimento Correa. “Casa de Boneca”. Lisboa: Livraria Popular de Francisco
Franco, s. d. (Coleção Biblioteca Dramática Popular)
·
Autor
Desconhecido. “Casa de Boneca”. Porto: Editor J. Ferreira da Silva (Biblioteca
Lilás)
·
Renato
Viana. Tradução sem data, a partir do francês, de acordo com a SBAT ,
Rio de Janeiro .
·
Brutus
Dácio Germano Pedreira. Sem data, datilografado, de acordo com SBAT e FUNARTE .
·
Emília
de Araújo Pereira. “Uma casa de bonecas: drama em três atos”. Tradução de 1916,
pela Editora Guimarães, Lisboa (Coleção Horas de Leitura) . Essa
tradução foi usada em 3 espetáculos: “Casa de boneca”, sob direção de Luiz
Silveira (s.l.), ente 1940 e 1960; “Casa de boneca”, sob direção de Renato
Viana, no Rio de Janeiro, em 1945; “Uma casa de bonecas”, sob direção de
Vicente Eduardo Scrivano, em São Paulo, em 1956.
·
José
Pérez. Tradução, organização e prefácio, na obra “Espectros/ Uma casa de
bonecas”, São Paulo: Editora Cultura, 1942 (Série Clássica de Cultura: Os
Mestres do Pensamento, 25).
·
Alfredo
Ferreira. Tradução “Casa de bonecas/ Os espectros” (Coleção Os Maiores Êxitos
da Tela), Rio de Janeiro: Editora Vecchi, 1950, com 2ª edição em 1954.
·
Lyad
de Almeida. Tradução feita nos anos 1960, “Casa de boneca” foi utilizada na
peça homônima dirigida por Octávio Chrysóstomo de Oliveira, em Campos de Goitacases,
Rio de Janeiro, em 1964.
·
Cecil Thiré. Tradução “Casa de bonecas”. São
Paulo: Abril Cultural,
1976 (Teatro Vivo). A 2ª edição foi em 1983, a 3ª em 2003, para a Editora Nova Cultural (Coleção
Obras-Primas). Foi utilizada nos espetáculos homônimos de Cecil Thiré, no Rio de Janeiro, em 1971, e de
Sérgio Santiago, em São Paulo, em 1988.
·
Maria
Cristina Guimarães Aranyi. Tradução atualizada e corrigida “Casa de bonecas”,
São Paulo: Veredas, 1990 (Coleção Viver a Vida). A 2ª edição, atualizada e
corrigida, por Maria Cristina Guimarães Cupertino, foi em 2003 (Em Cartaz, 4).
·
Elsa
Uva. “Casa da Boneca”. Europa-América, 1998 (Coleção Os Grandes Clássicos do
Teatro)
·
Karl
Erik Schollhammer/ Aderbal Freire-Filho. Tradução feita nos anos 2000 (s.d.),
digitado, acervo da SBAT e FUNARTE. Tradução
utilizada em dois espetáculos, “Casa de boneca”, sob direção de Aderbal
Freire-Filho, no Rio de Janeiro, em 2001, e “Nossa casa de boneca”, sob direção
de José Fernando Peixoto de Azevedo, em São Paulo, 2005.
·
Karl
Erik Schollhammer e Aderbal Freire-Filho - Peças escolhidas 3 (ao lado de Um inimigo do povo / Espectros / Os Pilares da
Sociedade). Portugal: Livros Cotovia (Coleção Teatro),
2008, ISBN 978-972-795-265-6
·
José
Almino de Alencar e Silva Neto. Digitada, por volta de 2002, acervo da SBAT,
baseada nas traduções estadunidense de McGuiness, “Doll’s house”, de Londres,
publicado pela Faber and Faber, 1996, e de Marc Auchet, “Une Maison de
poupée”, Paris: Librairie Générale Française, 1990. Foi
utilizada no espetáculo “Casa de boneca”, sob direção de Bia Lessa, no Rio de Janeiro, em 2002.
·
Ricardo
Ottoni Vaz Japiassu. Adaptação livre digitada, acervo da SBAT, “Casinha de
boneca”, em Teixeira de Freitas, Bahia,
2002.
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