SETE MOTIVOS PORQUE OS ALEMÃES EMBARCAREM NA LOUCURA DE HITLER ??? ( * ) JÁ PUBLICADO
SETE MOTIVOS PORQUE OS ALEMÃES EMBARCARAM NA LOUCURA DE HITLER
Como uma sociedade tão sofisticada
quanto a alemã foi capaz de dar suporte às barbaridades cometidas pelo regime
nazista? Não é possível isentar o povo de responsabilidade, alegando que
ninguém sabia o que estava acontecendo. A maioria sabia, sim, e provas disso
não faltam. Por exemplo: a inauguração de Dachau, primeiro campo de
concentração construído pelos nazistas, foi anunciada em 1933 numa entrevista
coletiva. Ou seja: não dá para dizer que o regime ocultava os fatos e tentava
manter a sociedade alheia aos crimes que estavam sendo cometidos.
“Só no estado de
Hessen, havia mais de 600 campos, média de um a cada 15 quilômetros quadrados”,
diz o cientista político americano Daniel J. Goldhagen, autor do livro Os Carrascos Voluntários de Hitler.
“E Berlim, a capital do Reich, tinha 645 campos dedicados exclusivamente aos
trabalhos forçados.” Uma rede dessa magnitude não existiria sem a conivência da
sociedade – do burocrata que carimbava sentenças de morte ao maquinista do trem
que transportava prisioneiros ou à manicure que delatava clientes “suspeitos” à
Gestapo – a polícia secreta do Reich. A explicação para esse fenômeno passa por
sete fatores:
1. Tratado de Versalhes
O acordo de paz que encerrou
oficialmente a 1ª Guerra Mundial (1914-1918) forçou a Alemanha a assumir todos
os custos do conflito. Ao assiná-lo, em 1919, o país perdeu 13% de seu
território, 75% de suas reservas de ferro e 26% das de carvão, além de todas as
colônias. Os alemães não esperavam um acordo tão rigoroso e se sentiram
humilhados.
“A incapacidade psicológica alemã
para aceitar a derrota e as reparações criou um terreno extremamente fértil
para o crescimento de um nacionalismo radical, do qual o nazismo seria a
expressão mais extrema”, diz o historiador argentino Andrés Reggiani, especialista
em nazismo.
2. Sentimento nacional
Desde o século 19, sucessivos líderes
alemães haviam insuflado um ardente nacionalismo entre o povo. O primeiro deles
foi o chanceler prussiano Otto von Bismarck, que inventou a identidade
germânica, unificou a Alemanha e fundou o 2º Reich.
Adolf Hitler seguiu
sua cartilha, convencendo a massa de que a Alemanha era ameaçada por inimigos
internacionais poderosos. “O Führer evocava a figura mística de Frederico
Barbarossa, líder do Sacro Império Romano-Germânico [o 1° Reich]”, diz a
historiadora alemã Marlis Steinert, biógrafa de Hitler. “Ele queria expandir o
território e prometia que o 3º Reich traria de volta o passado de grande
potência.”
3. Aversão à democracia
O povo alemão nunca engoliu a
República de Weimar (1919-1933), regime democrático que substituiu o império
após a 1ª Guerra. Logo de cara, seus representantes foram responsabilizados
pelas condições humilhantes impostas à Alemanha no Tratado de Versalhes. O
Partido Social-Democrata tentou sustentar a democracia, mas não tinha apoio.
“Todas as outras forças políticas eram favoráveis a um Estado autoritário”, diz
Steinert.
Os nazistas se aproveitaram disso
para convencer a população de que a democracia era desestabilizadora. “Muitos
alemães sonhavam com a volta de um líder da estatura de Bismarck”, afirma o
historiador canadense Robert Gellarely. “Viram em Hitler um sujeito capaz de
tomar as rédeas do país e restabelecer a ordem.”
4. Política econômica
As reparações impostas pelo Tratado
de Versalhes e a Grande Depressão criaram um cenário explosivo na Alemanha. O
índice de desemprego chegava a quase 30%. Hitler viu nessa situação uma
oportunidade. Assim que chegou ao poder, em 1933, adotou uma política de
incentivo à indústria baseada na produção de bens de consumo e na melhoria do
padrão de vida das classes mais baixas.
Assim surgiu, por exemplo, o
Volkswagen (“carro do povo”), mais conhecido por aqui como Fusca. “Quando
olhavam para trás, os alemães só viam crise”, diz Gellately. “Hitler lhes
devolveu o emprego e fez as coisas voltarem a funcionar.”
5. Carisma de Hitler
O nazismo nunca
teria chegado tão longe sem a liderança carismática de Hitler, um sujeito que
hipnotizava multidões em seus comícios e tinha um poder de convencimento
difícil de ser igualado. “No palanque, ele encarnava o mito do ‘corpo’ da
Alemanha, cujo sistema circulatório era a massa que o aplaudia com devoção”,
filosofa o cineasta sueco Peter Cohen no documentário Arquitetura da Destruição.
O caráter messiânico de Hitler foi
bem explorado por seu ministro de Propaganda, Joseph Goebbels, que controlava
os meios de comunicação alemães. Tudo girava em torno da forte personalidade do
Führer.
6. Terror
O medo dos órgãos
de repressão ajuda a compreender o silêncio da sociedade alemã diante das
atrocidades cometidas pelo regime nazista. Mas o clima de terror nem sempre foi
generalizado.
No início, a maioria dos cidadãos não se
sentia ameaçada e até colaborava com a perseguição a judeus e comunistas. “A
Gestapo não seria tão eficiente sem a ajuda de cidadãos comuns”, diz o
historiador Eric A. Johnson, autor de Nazi
Terror (“Terror Nazista”, sem tradução para o português). “Entre
1933 e 1939, 41% dos processos contra judeus na cidade de Krefeld foram
iniciados por denúncias de civis.
Em outras cidades não foi diferente.”
Ou seja: nos primeiros anos, o controle nazista não inspirou medo, mas
confiança. Hitler estava preocupado com o apoio popular e construiu uma
ditadura baseada no consenso.
Tanto que recuou quando a população saiu às
ruas para protestar contra a retirada de crucifixos das escolas e contra o
programa de eutanásia. O terror só se generalizou com o início da guerra,
quando o nazismo assumiu sua face mais cruel.
7. Racismo
Hitler se valeu de um antissemitismo
arraigado havia séculos na Europa. A cristandade medieval tinha alentado o mito
de que judeus eram aliados do diabo, não tinham pátria e queriam dominar do
mundo. Mas essa discriminação foi adaptada aos propósitos do Führer durante a
vigência do regime nazista: deixou de ter base religiosa para assumir um
caráter racial. Assim, a natureza “degradante” dos judeus passava a ser
entendida como imutável, não adiantava tentar convertê-los.
As propagandas do regime ensinavam
que confinar e matar judeus, assim como ciganos e outras “raças parasitárias”,
era uma medida de saneamento, como exterminar ratos e bactérias.
A população comprou essa ideia. “Movidos pelo
antissemitismo”, diz Daniel J. Goldhagen, “os perpetradores do nazismo
acreditavam que acabar com os judeus era justo, correto e necessário”.
Nota do divulgador:- Todo processo
foi devidamente estudado durante o período em que Adolf Hitler esteve na prisão
como prisioneiro político e escreveu Mein Kampt!!! Ainda bem que o nosso preso
por corrupção não sabe escrever!!! kkkkkkk
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