E AGORA MINISTRO FLAVIO DINO??? QUEM FALA A VERDADE??? ( * ) já publicado DIREITO
Confronto no Congresso: deputada acusa Ministro de
criar ‘tribunal da verdade’ para silenciar opositores
Por Robson Augusto - REVISTA SOCIEDADE MILITAR
Segurança
pública e política – Na
terça-feira (28), na Comissão de Constituição e Justiça, enquanto o ministro da
justiça Flávio Dino era ouvido, a deputada Caroline de Toni (PL-SC) fez um
discurso questionando o ministro sobre a falta de informações relacionadas aos
atos que ocorreram em Brasília no dia 8 de janeiro, que acabaram acarretando a
prisão de centenas de militantes de direita.
A
deputada mencionou uma reportagem da Folha de São Paulo que teria afirmado que
a ABIN havia alertado sobre possíveis riscos de violência antes do ataque em
Brasília, mas o Ministro negou ter recebido o relatório. De Toni questionou se
o Ministro já havia processado o veículos de comunicação por supostamente
divulgar notícias falsas, já que ele teria o hábito de processar aqueles que
discordam dele.
“Quero saber se o Ministro já processou a Folha de S.Paulo por ter, em
tese, cometido fake news,
porque ele está acostumado a processar todo mundo que fala algo com o que ele
não concorda. Então, quero saber se ele já processou a Folha de S.Paulo, porque essa
informação veio da imprensa…
O art. 53, que foi citado, garante a
imunidade parlamentar. Então, quando o senhor, que está exercendo múnus
público, comparece ao Complexo da Maré, e os Deputados vão à tribuna questionar
isso, eles têm imunidade parlamentar, eles são invioláveis, civil e penalmente,
por suas opiniões, palavras e votos. Isso é o manto sagrado da Constituição,
como o senhor comentou. Então, querer criminalizar opiniões e palavras, querer
trazer um tribunal da verdade por meio do Ministério da Justiça…
Eu fui pesquisar, Ministro, que
políticas públicas o senhor está trazendo, e o maior número de notícias era
sobre censura. Criaram um ministério da verdade para censurar. Não é papel da
Pasta, do Ministério da Justiça, censurar, calar quem pensa diferente. Isso é
antidemocrático, Ministro. Não é papel do Ministro da Justiça criar um tribunal
da verdade para censurar Parlamentares e cidadãos.” Disse a parlamentar.
De
Toni também questionou a atuação da Polícia Militar do DF e da Força Nacional
durante os atos que ocorreram em Brasília. Ela perguntou por que a Força
Nacional não foi convocada para ajudar na segurança e por que 36 guardas do GSI
foram dispensados no dia dos atos. Além disso, a deputada federal mencionou o
depoimento do Coronel Jorge Naime à CPI do Distrito Federal, que afirmou que os
órgãos da União têm jurisdição e policiamento próprio.
Por
fim, a deputada criticou a suposta criação de um “tribunal da verdade” pelo
Ministério da Justiça para censurar parlamentares e cidadãos. Ela afirmou que
essa atitude era antidemocrática e que não era responsabilidade da pasta
censurar ou silenciar aqueles que possuem opiniões diferentes.
Sobre
a atuação do Gabinete de Segurança Institucional, o ministro da justiça Flávio
Dino disse que esse órgão não está sob sua responsabilidade.
“Sobre o GSI, quero lembrar à senhora
que ele não se encontra sob a autoridade do Ministério da Justiça, tampouco a
Polícia Legislativa da Câmara, a Polícia Legislativa do Senado ou a Polícia do
Supremo. Então, realmente, não posso responder à senhora sobre esses outros
órgãos. Quero dar o testemunho de que o Presidente Lira, o Presidente Pacheco e
a Presidenta Rosa Weber estiveram ao nosso lado, lutando contra os terroristas
que quiseram destruir a democracia brasileira. Agora, evidentemente, as
polícias lutaram com o que era possível e, evidentemente, essas polícias não
estão sob o comando do Ministério da Justiça…”,
disse.
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