QUO VADIS ? ( OU ONDE IRÁS? )
QUO VADIS ? ONDE IRÁS?
É muito raro que alguém possa ter a percepção do presente que se vivencia, do momento, a sensação de fazer parte ou até mesmo contribuir para um momento histórico, um momento a ser lembrado e estudado pelas crônicas da humanidade.
Certamente no futuro haverá um julgamento mais imparcial dos acontecimentos. Um observador envolvido nas paixões circunstanciais do agora, poderá realizar julgamentos críticos equivocados ou tendenciosos.
Retrospectivamente, porém,
uma vez que se definam vencedores e vencidos, que aflorem as verdades e
mentiras com as suas verdadeiras intenções, a posteridade terá material para
uma análise mais acurada.
Obvio que os tiranos possuem uma visão particular da História. Hitler costumava dizer que ninguém perguntará ao vitorioso se ele disse a verdade ou não.
O homem forte sempre terá razão. A ética pelo jeito parece ser um predicado dos perdedores. Figuras proeminentes da sociedade alemã somente se deram conta do erro após a catástrofe final.
Mas assim é o ovo da serpente que se mostra de várias formas e cores de acordo com a moda, com os trajes mais sedutores e inocentes possíveis.
No entanto durante o período de incubação necessita de um ambiente
morno e confortável de pessoas facilmente sugestionáveis prontas a repetir
alegre e entusiasticamente chavões, divisas, slogans óbvios e indiscutíveis como “salvem as
baleias”, “preservem a natureza”, “black lives matter” (como se fossem anseios
exclusivos de um grupo específico), desde que nenhum esforço ou sacrifício se
exija deles a não ser que postem seus bordões em redes sociais para que o mundo
(nem tanto assim), ou melhor seus amigos e colegas possam saber que fazem parte
daquela onda e continuem sendo aceitos festivamente na tribo
Nesse momento em nosso país, existe um grande engano em acreditar que a verdadeira tempestade é a volta de Lula e a esquerda ao poder associados a toda imundície política que há cinco séculos submete o povo a todo tipo de escorcha para que os sustente em suas vidas de suntuosidade e impunidade.
Deste mal já
sobrevivemos e poderemos sobreviver novamente. Trata-se apenas de mais um
outono político, uma rasputista, um lamaçal que precede o verdadeiro frio e
prolongado inverno.
A catástrofe se anuncia primeiro em saber que o governo não é legitimo. Chegam ao poder através de uma fraude já demonstrada, mas impedida de ser comprovada pelos próprios criminosos que a perpetraram.
Consciente dessa primeira tragédia segue-se a conjuntura mais grave: nunca mais se acreditará nos resultados de uma eleição e pior, saber que através da fraude, desprezada pelos homens de bem que poderiam se contrapor a ela, os criminosos se perpetuarão no poder, solapando a legalidade e saqueando a Nação.
Rasga-se a Constituição ou a
ajustarão quantas vezes houver necessidade para que a ilegitimidade se torne
legitima de acordo com a conveniência do poder. Recebem uma tábula rasa para
fazer o que quiserem.
O povo então terá que se calar ou melhor será algemado e amordaçado, mas tudo isso é claro, em defesa da democracia.
Ian Kershaw em sua brilhante e extensa biografia sobre Hitler relata que o avanço despótico do regime hitlerista sobre as liberdades da sociedade não aconteceu sem a colaboração do que ele descreve como pilares da sociedade.
Professores, médicos, advogados, jornalistas, filósofos (Heidegger por exemplo) ou apoiaram ou se calaram por cumplicidade ou conveniência às perversões e maldades perpetradas pelo totalitarismo.
Alguns se mostraram omissos, outros verdadeiramente indignados, mas impotentes pouco puderam fazer sob pena da restrição total de liberdade ou agressão, humilhação e mesmo extermínio físico.
Alguns eram contrários por questões ideológicas,
esquerdistas, stalinistas, que não se pode dizer que. que possuíam genuína
aversão por um regime de exceção, o que demonstra que alguns seres humanos
possuem tolerância seletiva ao fascismo.
Eis então o segredo da eclosão do ovo da serpente, conveniência e conivência.
A mesma conveniência e conivência que iguala numa só noite a alegria pueril e autêntica de jovens estudantes a bandidos e narcotraficantes, penhorando por miçangas, espelhos e colares suas liberdades.
Alguns mais sérios e filosóficos utilizam expressões de sublimação, apelam para tolerância, fingem preocupação pelo momento conturbado utilizando frases feitas, enigmáticas, inocentes cumplices, que não veem nem querem ver, como se tratasse de um fla-flu lúdico e não uma luta titânica e mortal entre a legalidade e a ilegalidade, entre a liberdade e a tirania.
Alimentar o crocodilo não os livrarão de serem comidos no futuro. Fechar os olhos para o alien não o fará desaparecer.
O ovo da
serpente se alimenta da demagogia e da simpatia simplória da ignorância.
Nota do divulgador:- Nada muda se tu continuares aceitando como se fossemos apenas estátuas imovéis de pedra sabão que todos olham e nos criticam pois as nossas mãos e pés são iguais do Aleijadinho que nos fez defeituosos como ele era??? Assim somos nós que aceitamos as gozações de ser vaquinhas de presépio ou asnos mesmos de ouvir e cumprir regiamente tudo que o dono quer de nós??? ACORDA GIGANTE ADORMECIDO HÁ MAIS DE 500 ANOS!!!!
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