NOM - NOVA ORDEM MUNDIAL OU TEORIA DA CONSPIRAÇÃO???
Nova Ordem Mundial: o que é, resumo e mais!
Entre
os mais diversos temas abordados no Enem e em
outros vestibulares, a Nova Ordem Mundial é um dos mais
recorrentes. Por esse motivo, é bom saber mais sobre o assunto para se preparar
para os exames.
A Nova
Ordem Mundial, o espaço geopolítico e a globalização estão todos
interligados, sendo assim, é fundamental a compreensão dos fatos que cercam
esses assuntos. Se você ainda não está por dentro do tema, não tem problema.
Neste post, listamos todas as informações que você precisa saber.
Continue
a leitura e saiba o que é a Nova Ordem Mundial, as mudanças na hierarquia
internacional, entenda mais sobre a “Guerra ao Terror” e veja qual é a relação
do Brasil com o tema.
O que é a Nova Ordem Mundial?
A Nova
Ordem Mundial é o contexto econômico, político e militar que
envolve os Estados no plano internacional. Ela surgiu depois da queda do Muro de Berlim e do
fim da Guerra Fria. Dessa
maneira, foi consolidado o sistema capitalista, tendo os
Estados Unidos da América como a potência mundial principal.
Depois
desses dois fatores históricos, o mundo adquiriu uma nova configuração
política. O capitalismo e a soberania dos Estados Unidos tomou o mundo todo (exceto
Cuba, China e Coreia do Norte), e a OTAN (Organização do Tratado do
Atlântico Norte) se tornou o maior tratado militar internacional.
Se
antes o mundo tinha uma “Ordem Bipolar” (capitalismo x socialismo),
depois da Guerra Fria passou a ser “unipolar”, já que os Estados Unidos
mantinham a soberania do ponto de vista militar. Isso significa que havia
baixa possibilidade de outro país ter qualquer tipo de rivalidade com eles,
militarmente falando.
Há mais
uma expressão utilizada na Nova Ordem Mundial, que é a “multipolaridade”. Ela
diz que o poderio militar não era mais o principal critério para estabelecer a
potencialidade de um país, mas sim o poderio econômico.
Nessa
questão, outras novas frentes puderam rivalizar com os Estados Unidos: Japão e
União Europeia, seguidos da China. Por último, há o terceiro conceito: a
“unimultipolaridade”, que reconhece a supremacia militar e política
norte-americana e os múltiplos centros de poder econômico.
Nova Ordem Mundial: resumo
Após a derrubada do Muro de Berlim, em 1989, e a dissolução da União Soviética, em 1992, a antiga Ordem Mundial não cabia mais. A partir daí, surgia uma Nova Ordem Mundial, em que a bipolaridade capitalismo x socialismo deixou de existir, dando esparço para o domíno dos Estados Unidos como potência política e militar. Por conta da globalização, expandiram-se as transações econômicas, surgindo novos blocos. Com isso, novos países se destacaram nesse campo, como a Alemanha e o Japão. Podemos dizer que a Nova Ordem Mundial é caracterizada pela unipolaridade na área militar e política, e pela multipolaridade na economia.
Mudanças de hierarquia internacional
A Nova
Ordem Mundial trouxe uma necessidade de reclassificar a hierarquia entre os
Estados Nacionais. Os que se classificavam como países de primeiro, segundo e
terceiro mundo, conforme o desenvolvimento socioeconômico, passaram a ser chamados
de países do norte (desenvolvidos) e países do sul (subdesenvolvidos).
Nesse
caso, a linha imaginária de divisão não segue a linha do Equador, nem tampouco
a divisão norte-sul cartográfica. Na verdade, os critérios de
classificação são econômicos, e não geográficos.
Mesmo
países que se encontram no hemisfério norte, como México e Índia, são
considerados países do sul (subdesenvolvidos). Da mesma forma, países
localizados no hemisfério sul, como Austrália e Nova Zelândia, estão
classificados como países do norte.
A “Guerra ao Terror”
Depois
da Guerra Fria, os Estados Unidos mantiveram a supremacia bélica, embora a
Rússia tenha ficado com grande parte do arsenal nuclear da União Soviética.
Isso aconteceu porque o país entrou em uma crise durante os anos 90, impedindo
que conservasse o arsenal — já que para tal é preciso ter muito
dinheiro.
Por
conta disso, os Estados Unidos precisavam de um novo inimigo para justificar os
investimentos pesados em armamentos e tecnologias de guerra. Foi aí que, em 2001, surgiu esse rival: a
organização terrorista Al-Qaeda, no atentado de 11 de setembro em solo
norte-americano.
Sob a
presidência de George W. Bush, os Estados Unidos começaram uma “Guerra
ao Terror“, gastando centenas de bilhões de dólares com a invasão do
Afeganistão e a perseguição dos líderes da organização terrorista, como o Osama
Bin Laden.
Características da Nova Ordem Mundial
Algumas
das características da Nova Ordem Mundial são o fortalecimento da
globalização, o crescimento do neoliberalismo e o surgimento de novos blocos
econômicos. Com a expansão dos sistemas financeiros internacionais, a
facilidade de transporte e a ampliação da internet, a comunicação entre o mundo
todo se tornou mais fácil.
Os blocos
econômicos não eram algo novo, mas começaram a ganhar mais importância
depois da Guerra Fria. Por conta da competitividade criada pelo aumento da
globalização e do neoliberalismo, países precisavam se fortalecer e se
proteger.
Em
função disso eles se uniram, formando essa modalidade econômica. Alguns
exemplos disso são a União Europeia, o Mercosul, o APEC e o Nafta.
Nova Ordem Mundial no Brasil
E o
Brasil nessa história toda? O nosso país também teve mudanças
significantes nos campos político e econômico. A ditadura militar foi
encerrada e a democracia presidencialista foi instaurada. A partir daí, os
governos adotaram uma política neoliberal, que minimiza a participação
do Estado na economia.
Dessa
maneira, o país seguiu uma tendência internacional, em que os países
desenvolvidos pressionaram os subdesenvolvidos para a adoção dessa política.
Algum tempo depois, o Brasil participou de duas frentes internacionais
que se contrapuseram ao domínio dos países desenvolvidos.
O
Brasil retomou os ideais de esquerda, que também tomou boa parte da
América Latina, contestando os Estados Unidos, que foram um dos maiores
responsáveis pelo fracasso da Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA.
Então,
o Brasil integrou o grupo BRICS, composto por Brasil, Rússia
, Índia, China e África do Sul, que eram as principais
economias emergentes. Elas se uniram de maneira informal para tomar
ações estratégicas nos campos econômico e político internacional.
De modo
geral, podemos dizer que a participação do Brasil na Nova Ordem Mundial foi
de buscar por melhores condições para a promoção do desenvolvimento. Para isso,
é preciso encontrar uma forma de evoluir no plano tecnológico e industrial, com
o objetivo de reduzir a sua dependência da Divisão Internacional do Trabalho.
A Nova
Ordem Mundial é a forma como o mundo se reorganizou após a Guerra Fria
e a queda do Muro de Berlim. Se antes havia uma bipolaridade política,
econômica e militar, com esse novo contexto passou a existir uma uni
multipolaridade.
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