GABRIELA ANDERSEN SCHIESS - SUA BIOGRAFIA ( * )
Gabriela Andersen-Schiess
Gabriela
Andersen-Schiess (Zurique, 20 de maio de 1945)
é uma maratonista suíça de longa distância.
Ficou
mundialmente conhecida nos Jogos
Olímpicos de 1984, em Los Angeles, na primeira maratona feminina na
história dos jogos. Apesar de morar no estado norte-americano de Idaho e
trabalhar como instrutora de esqui na época, Gabriela representou seu país
natal, a Suíça, nos jogos. Antes dos jogos de Los Angeles,
as mulheres eram proibidas de competir em provas de longas distâncias, a maior
era os 1500 metros rasos.
Biografia
Nascida
na capital suíça, Zurique, em 1945,
Gabriela emigrou para os Estados Unidos aos 18 anos de idade, para
trabalhar como instrutora de esqui. Na faculdade, no
Arizona, conheceu o norte-americano Dick Andersen com quem se casou e assim
ganhou a cidadania, ainda que competisse no atletismo por seu país natal,
ganhando os 3 mil metros no Campeonato Suíço de 1972.
Gabriela
então começou a se dedicar às maratonas de rua, marcando o melhor tempo na
maratona suíça de 1973. Após dar um tempo na carreira, ela
retornou às pistas, ganhando duas maratonas, a de Minneapolis-St. Paul e a de
Sacramento, batendo o record suíço, tanto na maratona quanto nos dez mil
metros. Isso a classificou para a primeira maratona feminina dos jogos
olímpicos, que aconteceu em Los Angeles, em 1984.
A maratona
Correndo
na 20ª posição, Gabriela perdeu a última estação de água e acabou desidratada
sob o sol e o calor de Los Angeles. Desidratada e desorientada pelo calor, além
de ter sido acometida por uma forte cãibra na perna esquerda, Gabriela levou
sete minutos para percorrer os 500 m finais dentro do estádio Los Angels
Coliseum, mancando ao longo da raia e dispensando a ajuda dos médicos e
enfermeiros a postos na beira da pista. Gabriela sabia que se aceitasse ajuda
médica, ela seria desclassificada da maratona.
Assim
que cruzou a linha de chegada, Gabriela caiu nos braços da equipe médica, sob
os aplausos do público, juízes e voluntários dos jogos. Após a prova ela disse
aos jornalistas que queria terminar o percurso pois aquela talvez fosse sua
única oportunidade olímpica devido aos seus trinta e nove anos. Ela chegou na
37ª colocação entre 44 corredoras.
Gabriela
teve um quadro grave de hiponatremia (queda brutal do sódio no
sangue) por provável falta de reposição com isotônicos, aliada ao calor
ambiente elevado. Isso lhe provocou fortes alterações cardiovasculares,
metabólicas e cerebrais, sendo mostrada ao mundo cambaleante e desconexa, em
quadro de confusão mental. Os médicos acompanharam a volta até a chegada sem
prestar atendimento pois verificaram que a sudorese indicava haver líquido no
corpo, afastando risco de vida iminente.
Duas
horas depois do atendimento na linha de chegada, Gabriela se recuperou e foi
liberada. Sua atitude e perseverança de concluir a maratona rodaram o mundo e
se tornaram um símbolo olímpico mundial de amor ao esporte .
Comentários
Postar um comentário